Na tarde desta segunda-feira uma informação equivocada foi disseminada no Facebook e acabou reverberando no Twitter. O grande detalhe é que nenhum site de notícias havia dado a informação. Então ela foi criada na rede e repercutida ali, mas por que (quase) ninguém checou? Qual o nível de credibilidade que as pessoas estão depositando em redes como o Facebook?
A informação falsa de que o comediante mexicano Roberto Gomes Bolaños havia morrido foi disseminada no Facebook, sem que ninguém checasse se era verdadeira ou não. A “notícia” foi compartilhada e lamentada pelos usuários que não questionaram, simplesmente passaram a diante como se o fato fosse verdadeiro.
Trocar informações falsas na rede é um costume desde quando o compartilhamento ocorria por e-mail. Dois fatos me chama a atenção: 1º) A credibilidade conquistada pelo Facebook, quando usuários compartilham qualquer coisa sem questionar a sua veracidade. 2º) As pessoas estão abrindo mão de órgão de imprensa no meio online. Quem poderia confirmar a morte ou não do artista seria os meios de comunicação que iriam atrás da assessoria de imprensa do mesmo, como fez o R7.
O poder do Facebook é gigantesco, porém é necessário cautela e o filtro se torna cada vez mais necessário.
É impressionante como as pessoas usam a rede para expor o que possuem de pior. Nos últimos dias, um grupo de trolls, ou bandidos se preferirem, atacou de maneira gratuita pessoas negras e nordestinas. Em 29 de outubro de 2011, o ex-presidente Lula anunciou que estava com câncer na garganta o que motivou uma onda violenta de comentários preconceituosos em espaços públicos de sites de jornais e de revistas.
A intolerância e o conservadorismo da sociedade brasileira é cada vez mais presente nas redes sociais. Acreditando na impunidade, as pessoas usam a internet de maneira deturpada e, ao invés de colaborarem para a troca sadia de ideias, partem para a ignorância.
Em um espaço democrático, que deveria ser utilizado com inteligência, pessoas que possuem até um grau de escolaridade elevado caem na fossa comum do ataque sem propósito. Em vários casos, a rede virou um incontrolável esgoto a céu aberto, e o cheiro sempre tende a piorar.
É necessário uma reforma social urgente. Não acredito que a luta pelo politicamente correto seja uma saída; acredito que vamos evoluir quando despirmos dos preconceitos e debatermos, de fato, nossos problemas. Não estamos cada um em sua ilha, estamos todos no mesmo barco.
O Twitter apresentou uma nova página de login na tarde desta terça-feira. Ela é bem mais elegante que a anterior, a informação está bem distribuida e organizada. Toda a página foi redimensionada.
Os campos de username e senha estão no topo da página a direita. Abaixo um campo para a criação de um novo perfil, caso você não tenha sua conta de twitter. Na esquerda vemos um texto de apresentação e logo abaixo um campo de busca. Quase no rodapé vemos uma lista de usuários, é um redesenho dos tweets que apareciam no miolo da versão antiga.
Pouco tempo depois da moficação a página voltou para a versão anterior. Relatos de usuários indicam problemas com tweets, algumas pessoas estão recebendo tweets de usuários que não seguem, em alguns casos elas teriam passado a diante esses tweets. Os bugs devem ser corrigidos pela equipe do Twitter.
Sexta-feira da semana passada um cidadão jogou seu automóvel contra mais de 100 ciclistas que faziam um passeio em Porto Alegre por volta das 19 horas. Creio que o caso seja de conhecimento de todos, mas quem quiser saber mais detalhes podem acessar o site do pessoal que realizou o passeio.
O que venho comentar é sobre a opinião de alguns advogados contrários ao pedido de prisão preventiva do motorista do automóvel que atropelou, com intenção, os ciclistas. Antes de emitir a minha opinião queria fazer três considerações:
1ª: O motorista é reincidente em crimes de trânsito, como agravante ele tem, contra ele, queixas de violência doméstica.
2ª: Analiso apenas o fato do atropelamento e dos antecedentes do motorista. Logo não considerem a opinião sobre “Prisão preventiva” como posicionamento geral, mas específico deste caso.
3ª: Eu não ando e nunca andei de bicicleta, logo não faço parte do Massa Crítica. Gostaria que isso ficasse claro. Apenas me indignei com as cenas que vi.
Quero abordar nesse post a minha visão sobre blogs. As transformações que o suporte sofreu com a disseminação do Twitter nos dois últimos anos e a importância que os blogs ganharam no momento em que os portais informam mais e refletem menos.
Embora não estejam relacionadas diretamente a expansão do Twitter e a crescente guerra entre os portais fazem com que os blogs ganhem uma outra relevância. No twitter não é possível transmitir uma ideia completa o que acaba abrindo precedentes para interpretações confusas. A fragmentação que a ferramenta força é contrária a reflexão.
Já os portais estão cada vez mais preocupados em publicar a informação sem seu necessário contexto. Quantidade é mais importante que a qualidade. Falta uma análise mais equilibrada, algo que auxilie o leitor a refletir, que o faça pensar sobre o que está, de fato, acontecendo naquele momento sobre determinado assunto.
Essa brecha entre a rapidez da informação postada no twitter e a falta de contexto dos portais deve ser preenchida pelos blogs. Espaços mais de opinião do que de informação instantânea. Blog deixa de ser o espaço para a enquete boba e passa a contextualizar o que está ocorrendo. O suporte amadurece trezes anos após sua “criação”. O texto se torna mais longo e profundo, não precisando, necessariamente, ser “fechado”. Ele pode levantar temas para ser debatido no espaço para comentários.
O “amadurecimento” não quer dizer que o espaço já não fosse usado para essa finalidade anteriormente, quer dizer que com tantas outras ferramentas disponíveis o Blog está forçado a amadurecer. E isso é extremamente importante, pois a informação já deixou de ser centralizada e a análise é fundamental para a criação de consciência.
Vale lembrar que os grandes portais precisam reavaliar a maneira que estão utilizando esse suporte. Grande parte deles não faz reflexão, contextualização, etc. Muitos portais (como esse) precisam, antes de tudo, entender mais de rede para desempenharem melhor suas funções.