A apresentadora Hebe Camargo anunciou no final da gravação do seu especial de fim de ano que está deixando o SBT. Hebe trabalha na emissora de Silvio Santos desde 4 de março de 1986. Nos últimos anos vem reclamando frequentemente da emissora na época de sua renovação, sendo principalmente relacionadas a troca de horários.
Hebe vem sofrendo nos últimos anos com a concorrência de programas como CQC e Repórter Record, além de sua variação na grade de horários do SBT. Chegou a ser exibida aos sábados, mas não obteve bons resultados. Retornou para as segundas-feiras, mesmo assim nada adiantou. O melhor desempenho dela no ano foi em seu primeiro programa após as férias, quando entrevistou Roberto Carlos, liberado pela Globo.
Não vejo a saída da Hebe do SBT como algo ruim para a emissora. Hebe tem prestígio, mas a audiência já não é mais a mesma. Ela disputa facilmente com a RedeTV a quarta colocação nas segundas o que é um problema sério para o SBT. A emissora está em crise desde o crescimento forte da Record. Vale lembrar que a guerra com a emissora do Bispo Edir Macedo já fez Silvio perder seu maior pupilo, Gugu Liberato.
A saída de Hebe deve representar um aumento da audiência do SBT nas noites de Segunda. uma opção seria colocar algum seriado no horário da apresentadora. Outra opção seria a exibição do reality show Solitários, já exibido no começo do ano com boa resposta do público. Acredito que qualquer alternativa alcançará mais de 2 pontos, como a apresentadora vem obtendo.
Sobre o futuro da apresentadora acredito em uma mudança ou para a TV Record ou para a RedeTV. Embora seu amor todo pela Globo, ela não deve ser chamada pela emissora carioca. Hebe tem prestígio, mas seu programa é monótono. Embora respeite sua história e seu trabalho, não vejo ela como alguém que hoje consiga apresentar um programa que consiga uma audiência boa.
Atualizando…
Segundo a coluna Ooops! a apresentadora tería fechado com a RedeTV, como especulei ontem. Acho uma boa contratação para a emissora. Não deve surtir muito efeito em termos de audiência.
Foi anunciado na última terça-feira, 9, que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC – reserva de capital privado criado em 1995 com a finalidade de Proteger o pequeno poupador; Promover a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e Evitar crise bancária sistêmica) emprestou ao Banco PanAmericano 2,5 bilhões de reais. O Banco, pertencente ao Grupo Sílvio Santos, teve inconsistências encontradas em seus balanços a cerca de seis semanas.
Para salvar o banco seu sócio majoritário, Sílvio Santos, pediu socorro ao FGC dando como garantia todo seu patrimônio pessoal, cerca de 44 empresas incluindo aí o Sistema Brasileiro de Televisão – SBT. As negociações para liberação do aporte durou um mês e foi divulgada nesta semana.
O PanAmericano teve 49% de seu capital votante vendido para a Caixa Econômica Federal em dezembro de 2009. Nesta época foram feitas duas auditorias independentes no banco que não apontaram o problema. Entenda o caso:
Nesta negociação não houve dinheiro público envolvido. Segundo Alvir Hoffmann, diretor de Fiscalização do Banco Central, afirmou que a única pessoa que perdeu nessa suposta fraude foi o empresário Sílvio Santos, que teve que colocar todo seu patrimônio como garantia de que o aporte será pago.
Claro que a oposição, derrotada nas urnas, ligou a ajuda ao Banco PanAmericano com o fato do SBT ter desmascarado a farsa da “agressão” sofrida por José Serra (PSDB) durante o segundo turno, quando foi atingido por uma bolinha de papel. Ainda foi relembrado o encontro entre Sílvio e Lula em setembro deste ano em Brasília.
O encontro até pode ter tratado do caso dos problemas enfrentados pelo banco, mas não existe, até então, prejuízo a Caixa Econômica Federal. Também é válido salientar que o auxílio foi feito por órgãos privados, com o aval do BC. Que Sílvio Santos entregou seu patrimônio avaliado (?) em 2,7 bilhões de reais como garantia de pagamento. A única pessoa que perde com essa suposta fraude é o próprio empresário. Ao menos por enquanto.
Veja o comunicado do Banco sobre o aporte conseguido junto ao FGC:
Desde 2002 a TV Globo exibe o show de realidade Big Brother Brasil. Seu apresentador, Pedro Bial, largou o comando do jornalístico Fantástico para comandar a atração. Ao final de cada edição o selo da Central Globo de Jornalismo era, e ainda é, exibido. Talvez tenha sido ali a primeira mistura de jornalismo e entretenimento.
Anos depois o filho de um diretor global assume o comando de um programa de esportes com o intuito de “modernizar”, “rejunevescer” o programa, rotineiramente derrotado pelo mofado Chaves. Tiago Leifert sofre no início, mas consegue quebrar a resistência do público e vulgariza a informação esportiva, chegando ao cumulo de encerrar um programa “jornalístico” cantando um funk em homenagem a determinado atleta.
Porém o JN seguia intacto. No começo de 2010 o público começou a perceber que o casal Willian / Fátima estavam mais soltos na bancada. Começava ali um processo de informalidade perigosa. Essa “revolução” que passa o jornalismo da globo tomou novas cores na última segunda-feira.
Conheça o projeto JN no Ar:
Direto de Macapá William Bonner não apresentou um jornalístico, mas comandou um show. Era lançamento do que seria uma grande série de reportagens mostrando vários pontos do país seus problemas e seus anseios, o JN no Ar. Mas a informação foi tratada com vulgaridade ímpar.
Ao estilo Sílvio Santos a matéria especial virou show de Realidade. Só faltou Boninho e a Central Globo de Produção aparecerem ao final do Jornal Nacional. O destino do jatinho patrocinado pelo Banco Bradesco (o mesmo banco que gerou a demissão de Joelmir Beting em 2003) foi sorteado ao vivo pelo âncora. Ao fundo gritos da multidão enlouquecida com a celebridade.
O patrocínio na cauda do avião não me incomoda, o que me perturba é a espetacularização feita para o lançamento de uma série de reportagens especiais. Essa reportagem faz parte de um pacote de matérias sobre as eleições, será que uma certa seriedade não é necessária? Será que o jornalismo global se rendeu a vulgarização da notícia proposta por Tiago Leifert?
O jornalismo global mudou, não precisamos mudar com ele.
O SBT comemorou na última quinta-feira 29 anos de idade. Além de programas especiais e novas vinhetas a emissora paulista reformulou, como de costume, seu site da internet. Houve melhora na qualidade dos vídeos, além de uma evolução nos blogs e na área ligada ao jornalismo. Ele também está mais limpo e organizado.
Basicamente a emissora aperfeiçoou sua página. Modernizou pontos importantes como o compartilhamento de notícias e vídeos. Suavizou detalhes de seus destaques. Manteve a mesma estrutura do site anterior, mas o fundo branco deixa o site, ao meu ver, com um ar mais sério, profissional.
O único ponto negativo talvez esteja na página da programação, onde a inovação não deu certo. Ao adicionar cores suaves aos dias da semana peca-se em dias com fontes muito clarinhas, complicando a leitura do usuário. Seria um único ponto a corrigir.
Gosto do site do SBT porque ele cumpre o que se propõe. É um site de uma emissora de televisão não um portal de notícias. Embora ainda acho que um investimento na área de jornalismo é necessário para competir com os portais de outras redes de televisão.
Morreu na manha desta sexta-fera o ator e redator Gilberto Fernandes, que ficou famoso na década de 1980 como Papai Papudo do programa Bozo.
Gilberto estava internado no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas desde o começo do mês quando deu entrada com um quadro de estenose de válvula. Ele chegou a ser operado duas vezes, a segunda nesta sexta, quando não resistiu e faleceu.
O humorista, que trabalho ganhou fama como papai papudo do extinto programa Bozo exibido pelo SBT, tinha 75 anos e trabalhava atualmente na TV Globo como redator da Turma do Didi. Gibe, também atuou ao lado do apresentador Sílvio Santos no programa Topa Tudo Por Dinheiro, onde redigia e participava do quadro “Câmera Escondida”.
O SBT emitiu uma nota lamentando a morte do humorista:
Os funcionários e diretores do SBT lamentam a morte do ator e redator Gilberto Fernandes, o Gibe, aos 75 anos. Nascido em 10 de janeiro de 1935, o artista começou no circo, trabalhou no cinema (em chanchadas) e no teatro, e fez parte da TV Mais Feliz do Brasil nas décadas de 80 e 90, como Papai Papudo do Bozo, em meados dos 80, e redator e ator da Câmera Escondida do Topa Tudo por Dinheiro, em 2002. O famoso bordão do palhaço, “5 e 60”, foi criado por Gibe. Recentemente, trabalhou no programa “Turma do Didi”, na TV Globo.
“Era um homem bom, amigo, engraçado, e tinha piadas novas todos os dias. Quem o conhecia, logo notava que Gibe era detalhista, pontual e um profissional de primeira linha. Tinha muito convivio com ele e tinha um coração enorme, ajudava a todos. Dava ideias paras cenas e gostava do que fazia”, conta Hélio Chiari, diretor do Programa Silvio Santos, amigo pessoal de Gibe.
Gibe foi internado no Unicor na quarta-feira, 7 de julho, com quadro de estenose (estreitamento) de válvula. Ele passou por uma cirurgia naquela data, mas teve complicações, até sofrer novo procedimento nesta sexta, 16. Por volta das 9h da manhã, Gibe não resistiu e faleceu.
Renato Aragão também se manifestou sobre a morte do companheiro de programa, leia. O enterro será neste sábado em Registro, interior de São Paulo.