São Paulo

As diferenças no combate às Drogas

Posted by Thales Barreto on janeiro 10, 2012
Brasil, Opinião, Política, Rio de Janeiro, São Paulo, Sociedade, Violência / 1 Comment

Um colunista da revista Veja comparou as ações policiais de combate ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro e em São Paulo [Link]. Embora os objetivos estejam muito próximos, são casos diferentes.

O que a polícia fez no Rio de Janeiro foi uma recuperação de territórios. Nessas ações, atacou exclusivamente traficantes, já que não existia ali a figura do usuário, que consumia o produto longe dos pontos de venda de drogas.

Em São Paulo, a situação é mais grave, pois os usuários estão misturados com os pequenos traficantes. Embora o poder bélico seja extremamente menor, a ação da PM paulista ataca o doente, o que é um erro terrível.

A questão de apoiar ou não a ação em São Paulo passa pela compreensão do que está ocorrendo de fato na Cracolândia. Não é questão política, é questão de inteligência. Não se pode tratar o doente com repressão. Ele precisa de tratamento médico, não de balas de borracha.

Thales Barreto

Foto: Serjão Carvalho/ Flickr

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Higienização da cracolândia não resolve problema

Posted by Thales Barreto on janeiro 05, 2012
Brasil, Notícia, Opinião, São Paulo, Sociedade, Violência / No Comments

A TV Folha, canal do You Tube do jornal Folha de São Paulo, tem em destaque hoje uma reportagem sobre a desocupação da cracolândia, na região central de São Paulo. A polícia militar paulista está removendo usuários e prendendo traficantes que atuam na localidade.

Veja a matéria:

Como é levantado no final do vídeo a ação do estado deveria se preocupar inicialmente no tratamento dessas pessoas que estão nessa situação de rua e que são usuárias de entorpecentes. Não é só limpar uma região da cidade, mas é incluir socialmente as pessoas que ali estão.

Entre aspas da GloboNews comenta o problema:

O caso da cracolândia é um problema de saúde pública. É preciso olhar aquelas pessoas não como marginais, mas como pessoas doentes, como de fato são. Enviando policiais e com o discurso de “limpeza” ninguém ganha. Os doentes vão migrar para outras regiões da cidade e a brincadeira de gato e rato vai seguir. É uma pena.

Thales Barreto

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Declaração de Mercadante é real, mas mostra conformismo preocupante

Posted by Thales Barreto on dezembro 20, 2011
Brasil, Opinião, Política, Sociedade / No Comments

As chuvas já começaram a atingir o sudeste do Brasil. Minas Gerias sofre com os deslizamentos. São Paulo e Rio de Janeiro deverão ser os próximos atingidos. O período de tragédias em Santa Catarina, aparentemente, já passou.

Semana passada Aloízio Mercadante, Ministro de Ciência e Tecnologia, disse no Senado que “Morrerão pessoas neste verão. E nos próximos”. Mercadante é responsável pelo Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) que deveria ter começado a funcionar em novembro, mas segue desativado.

Mercadante ainda complementou dizendo que “Não queremos criar qualquer tipo de ilusão. Não há como impedir especialmente deslizamentos, em que temos entre duas e seis horas para tirar uma comunidade, uma favela, um bairro inteiro. Não temos tradição, não temos estrutura, não temos mobilidade para isso”.

Mercadante foi infeliz na afirmação, mas sincero ao dizer que não temos cultura de remoção de pessoas de áreas de risco como outros países. O brasileiro não é disciplinado. Não fazemos treinos para evacuações de locais perigosos. Claro que a declaração causou um mau estar, mas queriam uma mentira?

O que o governo deve fazer é alertar. Não ficar parado, como aparentemente está. É necessário agir e conscientizar as pessoas que moram em áreas de risco que devem atender os pedidos das autoridades e abandonar suas casas em caso de perigo eminente. A estrutura, que elegou não termos, deve ser criada pelos nossos gestores.

Ações do governo podem evitar que continuemos com essa cultura provinciana. Precisamos de consciência e medidas reais dos governantes. O alerta foi dado. Os chuvas estão aí e é função do governo evitar o que é tão claro para todos. A morte de pessoas não deve ser tratada com conformismo, mas com trabalho.

Thales Barreto

Foto: Ag. Brasil

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Somos realmente um país pacífico?

Posted by Thales Barreto on dezembro 01, 2011
Brasil, Opinião, Sociedade, Violência / No Comments

No começo dessa semana, algumas notícias chocaram por mostrar a agressividade que nossa “sociedade bossa nova” vive. A onda de linchamentos começou no último sábado com o assassinato de um jovem de 16 anos, na Bahia; prosseguiu no domingo com agressões gratuitas contra um motorista de ônibus, em São Paulo, e um morador de rua, no Rio Grande do Sul; terminando com a morte de um suspeito de assassinato na segunda-feira, no Pará.

O que seria apenas um desentendimento entre dois primos terminou com seis jovens matando um adolescente de 16 anos. O primo do morto teria jogado um paralelepípedo na cabeça da vítima, que levou chutes dos outros envolvidos. O motivo do conflito seria ciúmes, já que o menor teria ficado com a ex-namorada do principal agressor. [Link]

Na noite do domingo, um motorista de ônibus sofreu um mal estar e acabou batendo em três carros e três motos, além de atropelar um jovem, sem gravidade. Populares que estavam em um baile funk, e possuem um enorme discernimento, atacaram o motorista, que acabou morto. O fato aconteceu na zona leste de São Paulo. O condutor do ônibus tinha 59 anos. [Link]

Na mesma noite de domingo, um grupo de adolescentes de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, espancaram um morador de rua de 35 anos com chutes, socos e pedradas. Ele acabou sendo socorrido e levado para o hospital, onde veio a falecer na terça-feira. Três jovens, entre 18 e 23 anos, foram presos em flagrante e estão na Penitenciária do Jacuí, em Charqueadas. [Link]

Na tarde da segunda-feira, populares assassinaram um ajudante de pedreiro após ele ter assassinado sua namorada com um terçado, uma espécie de facão. O pedreiro cometeu o crime na frente dos filhos, de 4 e 5 anos. A revolta dos vizinhos pela violência do crime foi tamanha que acabaram por matá-lo. Ele chegou a ser socorrido pela SAMU, mas faleceu. [Link]

Ao todo, foram quatro linchamentos em quatro regiões diferentes do país. Três delas por motivo fútil. Que leitura podemos fazer desses acontecimentos? Não somos um país pacífico, embora o banquinho e o violão sejam exemplos de nossas imagens lá fora. Somos um país que não acredita na justiça, em específico no segundo caso. Não somos solidários, em especial nos casos ocorridos no domingo. Precisamos repensar várias coisas, por enquanto um pouco de tolerância não faz mal pra ninguém.

Thales Barreto

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Cai corregedora do caso da Escrivã

Posted by Thales Barreto on fevereiro 24, 2011
Notícia, Opinião, Política, São Paulo, Sociedade / No Comments

A delegada da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, Maria Inês Trefiglio Valente, acabou sendo transferida para a Delegacia Geral de Polícia Adjunta. Maria Inês Trefiglio Valente achou “normal” a atitude dos delegados ao despirem uma escrivã suspeita de concussão.

O blog comentou este caso em dois post: Escrivã suspeita de receber propina é humilhada por delegado | Secretário afasta delegados envovidos no caso da Escrivã

Era esparado o desligamento dessa delegada desde segunda-feira. Não é aceitável uma delegada achar que foi correta uma atitude exagerada como a que foi cometida contra a escrivã. Resta o governador de São Paulo vou tar a trás e lamentar que sua polícia aja daquela maneira, já que ele apenas lamentou o vazamento desse vídeo. Antes tarde do que nunca.

Thales Barreto

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