Na tarde desta segunda-feira uma informação equivocada foi disseminada no Facebook e acabou reverberando no Twitter. O grande detalhe é que nenhum site de notícias havia dado a informação. Então ela foi criada na rede e repercutida ali, mas por que (quase) ninguém checou? Qual o nível de credibilidade que as pessoas estão depositando em redes como o Facebook?
A informação falsa de que o comediante mexicano Roberto Gomes Bolaños havia morrido foi disseminada no Facebook, sem que ninguém checasse se era verdadeira ou não. A “notícia” foi compartilhada e lamentada pelos usuários que não questionaram, simplesmente passaram a diante como se o fato fosse verdadeiro.
Trocar informações falsas na rede é um costume desde quando o compartilhamento ocorria por e-mail. Dois fatos me chama a atenção: 1º) A credibilidade conquistada pelo Facebook, quando usuários compartilham qualquer coisa sem questionar a sua veracidade. 2º) As pessoas estão abrindo mão de órgão de imprensa no meio online. Quem poderia confirmar a morte ou não do artista seria os meios de comunicação que iriam atrás da assessoria de imprensa do mesmo, como fez o R7.
O poder do Facebook é gigantesco, porém é necessário cautela e o filtro se torna cada vez mais necessário.
Desde a última segunda-feira o SBT está exibindo o programa infantil Férias com Patati Patatá a partir das 18h 15, horário onde até a última semana era apresentado o programa Chaves. Na sequência a emissora exibe o telejornal SBT Brasil.
O único problema nessa composição da grade da emissora é a grande diferença na faixa etária entre o público alvo de cada programa. Enquanto Patati e Patatá fazem sucesso entre crianças com menos de 10 anos, o público alvo do jornalístico é adulto.
O auge desse conflito foi atingido na quarta-feira, quando durante um intervalo do infantil a âncora do jornal anunciou uma matéria sobre um casal de jovens que foram filmados fazendo sexo oral em uma escola paraense. [Link]
Pessoas ficaram revoltadas com a exibição da chamada durante o programa dos palhaços. Tudo isso poderia ser evitado com uma grade mais organizada, mesmo em um momento de transição. Não podemos transformar isso no fim do mundo, mas a emissora deve tomar mais cuidado da próxima vez.
O jornal O Globo reformulou seu site neste final de semana. Para apresentar essas modificações foi feito um vídeo mostrando os bastidores da redação do jornal. Veja:
sobre as novidades do site achei ele muito mais moderno e mais limpo. Está extremamente bem organizado e fácil de navegar. Só um detalhe me desagradou, a escolha da fonte. O editor executivo do jornal, Pedro Dória, fez um video comentando a nova página.
Depois de quatro anos o jornal Zero Hora modificou o layout da sua versão online. As mudanças foram bem radicais e melhoraram o site em vários pontos, porém alguns defeitos permanecem.
Gostei do site ter liberado as laterais. O menu abaixo do logo está de acordo com o que vemos em outros sites de notícias. A chamada está bem destacada e o espaço para o esporte está bacana.
O grande problema é que a página se perde pelo meio. Em um momento ele fica poluída e acaba não se encontrando o que se deseja. A necessidade de estar tudo na capa prejudica muito. Os menus deveriam evitar essa sobrecarga, que acaba deixando a barra de rolagem imensa e as várias notícias se perdem, mesmo em “destaque”. As pessoas não gostam de usar a barra de rolagem, isso deve ser lembrado para se desenvolver um site mais compacto.
Veja o vídeo de apresentação do novo site:
Na média geral acho que as evoluções foram positivas. Vai demorar um pouco para as pessoas se acostumarem, o que é normal. Parabéns para a equipe e sucesso para a nova versão.
Um tempo atrás os jornalistas ficavam isolados em suas redações pensando o que o leitor estava disposto a ler no dia seguinte. Ali eram decididas as pautas e colocadas em prática. Manifestações podiam ser abafadas com pequenas notas ou simplesmente ignoradas. Hoje as coisas funcionam de maneira um pouco diferente. Nós, jornalistas, corremos, muitas vezes, atrás daquilo que o público emite. Coletamos, atualizamos e devolvemos com algo a mais.
Dois fatos me chamaram a atenção no dia de ontem. O primeiro foi o portal de notícias da Record, o R7, ter dado uma barrigada anunciando o video publicitário da Vivo como trailer de filme. Embora muito bem sacado pela Agência África, a publicidade fica explícita em seu final.
Será que não viram o vídeo inteiro antes de postar? Será que não perceberam o sutil fato do video ter sido publicado por um usuário chamado “Vivo”? Como isso passou batido pela redação? Pior, como isso foi parar na capa do portal como trailer de um filme que não se tinha comentários?
O segundo fato ocorreu em Porto Alegre. Manifestantes bloquearam a saída do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) por volta das 19h. Duas estudantes foram agredidas, segundo relatos dos manifestantes. Às 19h 12 o site do jornal Correio do Povo, já trazia informações sobre o fato com diversas fotos. Eram dois paragrafos informando que estava acontecendo a ação no campus da Pontifícia.
A Zerohora.com demorou quatro horas para postar uma notícia de cerca de 9 parágrafos, sem fotos em sua primeira versão. Vale ressaltar que leva-se no máximo 30 minutos para chegar do prédio da Zero Hora até a universidade e que o jornal conta com funcionários atuando como professores na faculdade de comunicação, no prédio ao lado do DCE. A demora em postar uma simples nota sobre o ocorrido é vergonhosa.
Recebi duas justificativas para a demora. Uma apontava que, ao levar o furo do jornal concorrente, foi enviada uma equipe ao local para colher informações. É plausível, o que não se tem justificativa é o perfil do jornal no twitter não ter avisado o que estava ocorrendo e que estavam averiguando. A outra desculpa é completamente descabida e fala que a atenção da redação estava voltada para outros acontecimentos (STF, Vulcão, Morte por Gripe A…).
Dos erros ficam as lições. O repórter do portal R7 deveria ter sido um pouco mais malandro e prestado um pouco mais de atenção antes de baixar a cabeça e escrever o texto que iria para a home. Até um blogueiro toma esse cuidado. No final a Vivo ganhou publicidade de graça na capa, ponto pra Agência África.
A segunda lição é que embora não se tenha interesse em noticiar algo não se tem mais como segurar. Uma nota simples e corre para colher mais informações. Podiam ter dado um retweet na notícia do Correio e depois ir atrás de uma exclusiva. Os veículos não são donos da notícia e o público tá mais ligado que antigamente.