Carlos Nascimento, âncora experiente com décadas de TV Globo e com passagem pela Bandeirantes, comentou na noite de quinta-feira que os brasileiros já foram mais inteligentes. A provocação foi motivada pelo sucesso do meme “menos Luiza, que está no Canadá” e do suposto abuso sexual no programa Big Brother Brasil, da rede Globo.
Veja o vídeo:
Nascimento não critica o meme, mas sim sua repercussão. Luiza, que estava no Canadá, parou o país, amenizou o debate sobre o suposto assédio e foi usada com muita inteligência pela Rede Globo para tirar o foco do seu show de realidade.
Ao criticar o volume de informações sobre o ocorrido no Big Brother, Carlos Nascimento lembrou que estamos diante de um programa de televisão e que precisamos realmente questionar se aquilo foi real ou apenas uma simulação.
O objetivo principal do jornalista do SBT foi atingido, já que após a sua provocação passamos a debater a relevância de ambos os casos, embora muita gente tenha apenas atacado o próprio Nascimento.
Não sei se já fomos mais inteligentes, mas acredito que estamos num nível profundo de letargia. Não provocamos, não nos manifestamos, aceitamos qualquer coisa como música e não damos espaço para o que possui qualidade. A posição assumida por Nascimento na bancada do Jornal do SBT Noite é elogiável. Prefiro um jornalista dando opiniões do que um que apenas faz piadas. Vocês gostam de mamão?
A televisão virou assunto em dois momentos nesse primeiro dia útil de 2012. Durante a exibição do Jornal Hoje, da TV Globo, Evaristo Costa fez uma piadinha com sua colega de bancada Sandra Annenberg. Veja:
Ao meu ver a brincadeira funcionou legal, não afetando o ritmo do programa. O grande problema é até que ponto essa informalidade pode ou não afetar a credibilidade do jornal. Vale a pena lembrar que o jeito descontraído já terminou com o “jornalismo esportivo” da emissora carioca e acabou afetando outras redes/ veículos.
Na Band a estreia de Mulheres Ricas chamou a atenção do público que comentou sobre as cinco participantes da atração: Narcisa Tamborindeguy, Val Marchiori, Brunete Fraccaroli, Débora Rodrigues e Lydia Sayeg. O programa foca no coditiano luxuoso e extravagante das selecionadas.
Se fosse mais sincero o programa poderia se chamar Fúteis. O programa é desprezível, talvez a Band lucrasse mais exibindo R R Soares. A atração é fruto da parceria com a Cuatro Cabezas, a mesma criadora de outros programas da casa como o CQC, que está em férias, A liga, Agora é Tarde, Polícia 24h… Espero que termine logo, embora o ano esteja só começando.
A Globo.com, um dos maiores portais brasileiros, amanheceu com novidades em sua página inicial. Algumas ferramentas já tinham sido implantadas nos três principais sites do portal (G1, Globoesporte, Etc.). A principal modificação é a adoção das três colunas já na home.
Os menus foram concentrados na barra logo abaixo do logo. O campo de busca ocupa o topo da página e está centralizado, utilizando um sistema de busca inteligente. Na lateral direita temos os vídeos produzidos pelas TV. Vale destaquer que houve modificações no player, deixando ele mais leve que o anterior. Já quase no rodapé do site está as notícias mais acessadas e as palavras mais buscadas do portal.
As moficiações deixaram a capa do site mais limpo que a anterior, mais organizado e com mais informações seguindo uma tendência já implementada nos sites internos. O que houve foi uma atualização e uma modernização que já ocorria em outros sites do portal. Continua, ao meu ver, o mais organizado site da internet brasileira. Está infinitamente na frente dos concorrentes.
Desde 2002 a TV Globo exibe o show de realidade Big Brother Brasil. Seu apresentador, Pedro Bial, largou o comando do jornalístico Fantástico para comandar a atração. Ao final de cada edição o selo da Central Globo de Jornalismo era, e ainda é, exibido. Talvez tenha sido ali a primeira mistura de jornalismo e entretenimento.
Anos depois o filho de um diretor global assume o comando de um programa de esportes com o intuito de “modernizar”, “rejunevescer” o programa, rotineiramente derrotado pelo mofado Chaves. Tiago Leifert sofre no início, mas consegue quebrar a resistência do público e vulgariza a informação esportiva, chegando ao cumulo de encerrar um programa “jornalístico” cantando um funk em homenagem a determinado atleta.
Porém o JN seguia intacto. No começo de 2010 o público começou a perceber que o casal Willian / Fátima estavam mais soltos na bancada. Começava ali um processo de informalidade perigosa. Essa “revolução” que passa o jornalismo da globo tomou novas cores na última segunda-feira.
Conheça o projeto JN no Ar:
Direto de Macapá William Bonner não apresentou um jornalístico, mas comandou um show. Era lançamento do que seria uma grande série de reportagens mostrando vários pontos do país seus problemas e seus anseios, o JN no Ar. Mas a informação foi tratada com vulgaridade ímpar.
Ao estilo Sílvio Santos a matéria especial virou show de Realidade. Só faltou Boninho e a Central Globo de Produção aparecerem ao final do Jornal Nacional. O destino do jatinho patrocinado pelo Banco Bradesco (o mesmo banco que gerou a demissão de Joelmir Beting em 2003) foi sorteado ao vivo pelo âncora. Ao fundo gritos da multidão enlouquecida com a celebridade.
O patrocínio na cauda do avião não me incomoda, o que me perturba é a espetacularização feita para o lançamento de uma série de reportagens especiais. Essa reportagem faz parte de um pacote de matérias sobre as eleições, será que uma certa seriedade não é necessária? Será que o jornalismo global se rendeu a vulgarização da notícia proposta por Tiago Leifert?
O jornalismo global mudou, não precisamos mudar com ele.
Morreu na manha desta sexta-fera o ator e redator Gilberto Fernandes, que ficou famoso na década de 1980 como Papai Papudo do programa Bozo.
Gilberto estava internado no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas desde o começo do mês quando deu entrada com um quadro de estenose de válvula. Ele chegou a ser operado duas vezes, a segunda nesta sexta, quando não resistiu e faleceu.
O humorista, que trabalho ganhou fama como papai papudo do extinto programa Bozo exibido pelo SBT, tinha 75 anos e trabalhava atualmente na TV Globo como redator da Turma do Didi. Gibe, também atuou ao lado do apresentador Sílvio Santos no programa Topa Tudo Por Dinheiro, onde redigia e participava do quadro “Câmera Escondida”.
O SBT emitiu uma nota lamentando a morte do humorista:
Os funcionários e diretores do SBT lamentam a morte do ator e redator Gilberto Fernandes, o Gibe, aos 75 anos. Nascido em 10 de janeiro de 1935, o artista começou no circo, trabalhou no cinema (em chanchadas) e no teatro, e fez parte da TV Mais Feliz do Brasil nas décadas de 80 e 90, como Papai Papudo do Bozo, em meados dos 80, e redator e ator da Câmera Escondida do Topa Tudo por Dinheiro, em 2002. O famoso bordão do palhaço, “5 e 60”, foi criado por Gibe. Recentemente, trabalhou no programa “Turma do Didi”, na TV Globo.
“Era um homem bom, amigo, engraçado, e tinha piadas novas todos os dias. Quem o conhecia, logo notava que Gibe era detalhista, pontual e um profissional de primeira linha. Tinha muito convivio com ele e tinha um coração enorme, ajudava a todos. Dava ideias paras cenas e gostava do que fazia”, conta Hélio Chiari, diretor do Programa Silvio Santos, amigo pessoal de Gibe.
Gibe foi internado no Unicor na quarta-feira, 7 de julho, com quadro de estenose (estreitamento) de válvula. Ele passou por uma cirurgia naquela data, mas teve complicações, até sofrer novo procedimento nesta sexta, 16. Por volta das 9h da manhã, Gibe não resistiu e faleceu.
Renato Aragão também se manifestou sobre a morte do companheiro de programa, leia. O enterro será neste sábado em Registro, interior de São Paulo.