Uma das questões que devem ser debatidas nas próximas eleições municipais em Rosário do Sul é o trânsito. A cidade sofreu um crescimento no número de carros nos últimos anos, algo normal com a facilidade de crédito conquistada pelos brasileiros. Porém é necessário sobriedade para analisar esse problema.
Dois pontos principais devem ser levados em consideração: Sinalização e Mentalidade. É preciso que o município tenha um grupo de especialistas para qualificar a sinalização. Em uma cidade pequena que possui cerca de cinco semáforos eles são completamente desnecessários. A substituição dessas sinaleiras por rótulas permitiria o trânsito fluir melhor, evitando que motoristas ficassem parados apenas esperando o sinal abrir.
Não devemos esquecer que é necessário a melhoria das placas de trânsito. Em alguns lugares chegam a ter placas repedidas, em outros pontos faltam.
O outro ponto a ser levado em consideração é a mentalidade do condutor. Por Rosário ser uma cidade pequena os motoristas fazem questão de parar na frente do estabelecimento onde desejam chegar. A reclamação pela falta de vagas para estacionar não cabe em uma cidade que se andará três, quatro quadras de sua casa até o seu destino. Antes de se pensar em estacionamentos é necessário mudar a maneira como as pessoas utilizam seus automóveis e como elas se relacionam com a cidade que habitam.
Não existe a necessidade da criação de vagas quando uma simples mudança de comportamento pode colaborar para a solução do impasse.
Fazendo uma rápida pesquisa nos sites da Globo e da Folha podemos encontrar várias notícias relacionadas a maus tratos com animais nas últimas duas semanas. Cães arrastados, mutilados, enterrados vivos, atirados contra a parede. As agressões acontecem das formas mais cruéis possíveis.
No começo desse mês questionei, aqui no blog, se éramos um país pacífico. Na época citei o caso de quatro linchamentos ocorridos em apenas três dias praticamente um em cada região do país. Com o passar dos dias e as notícias da violência contra os animais vinha aumentava e a pergunta volta a ganhar força: Você acham que o brasileiro é pacífico?
Os casos de violência são comuns nesse país. A imagem que queremos vender é bem diferente da realidade. Somos violento ao extremo. Mata-se, e muito, no país do “Ai se eu te pego”. Eu não consigo deixar de relacionar a violência com a cultura produzida e disseminada nesse país. O brasileiro vive a base de calmante, o brasileiro é estressado, é violento, sempre foi, e não extravasa essa agressividade.
Agora, onde iríamos despejar nossas paranóias? Na roda de samba? No baile funk? No show do João Gilberto? Na novela das nove? No culto do Silas Malafia? Por que o MMA cresce tanto nesse país? Por que é um esporte saudável ou por que é agressividade pura? Quanto mais eu escrevo sobre isso, mais perguntas me aparecem.
Ah! Eu não citei aqui a violência contra negros, contra homossexuais…
Que língua a escola deve ensinar? Esse questionamento não é novo, porém, há alguns dias, ele veio à tona de forma forte e explosiva quando um vídeo denominado “Escritores riem da tese da Globo sobre língua popular e livros didáticos errados” ficou entre os mais vistos do site youtube. Além disso, a coluna Sua Língua, do Jornal Zero Hora, assinada por Cláudio Moreno, trouxe um artigo publicado no IEL de 2005 com o mesmo questionamento: que língua a escola deve ensinar?.
Pensei muito antes de me pronunciar e dizer o que penso e o pouco que sei, mas, nos dias de hoje, é preciso força e coragem para dizer o que se pensa. Eu, que não sou ninguém, venho contrariar a Globo com seus jornalistas de meia tigela, que não têm a mínima noção de Linguística e também um professor – normativo – tão conceituado no Rio Grande do Sul, que faz com que ele tenha, inclusive, a coluna no jornal Zero Hora.
O trecho do jornal, que ficou com grande acesso, começa com uma matéria citando um livro didático, que foi distribuído para mais de quatro mil escolas, em que a autora diz que falar “os livro” é permitido, mas que a pessoa sofre o risco de sofrer preconceito linguístico. Em seguida, o cenário muda e, dentro de um estúdio, a “jornalista” pergunta aos professores “mas é uma gramática certa ou uma gramática errada?”. Juro que quando ouvi esse questionamento, quase fechei o vídeo e saí de frente do computador. Mas a minha curiosidade para saber quantas asneiras ainda seriam possíveis foi maior e eu assisti. Felizmente, os professores riram da jornalista. Acho que ficaram abismados com a falta de preparo daquela profissional. Acho, também, que ficaram com uma certa “pena” dela, pois seria muito mais fácil eles serem extremamente estúpidos e dizerem o que realmente acham e sabem. Como dois homens educados que são, falaram de forma muito sutil. Enquanto isso, aparece escrito na tela: “a língua falada deve seguir as normas da escrita?”. Mais uma vez pensei em desistir.
Estreiou nesse último final de semana o filme Em teu nome do diretor gaúcho Paulo Nascimento. O filme já havia sido apresentado no Festival de Cinema de Gramado de 2009, mas somente agora entra em circuito comercial.
Sinopse:
No início dos anos 70 o Brasil vivia o endurecimento da ditadura militar. A sociedade se organizava e resistia das mais variadas maneiras. Alguns grupos políticos optaram pela luta armada para enfrentar o regime. Partindo deste contexto, Em teu nome… conta a história de Boni, um estudante de engenharia de origem humilde, que adere a luta armada, mas carrega dúvidas e medos sobre se este seria realmente o melhor caminho. Boni teme pela família, pela namorada e pelo futuro, que parece mais incerto a cada dia. Como tantos, é preso, torturado e banido do país, ao ser trocado pelo embaixador suíço no chamado Grupo dos 70.
No exílio no Chile, ao lado da companheira Cecília, passa a compreender a sociedade de outra maneira. Começa a trabalhar e a conviver com o povo chileno, percebendo que “para mudar a realidade é preciso primeiro entendê-la”. O golpe militar derruba Allende e transforma a vida novamente. Com Cecília e o filho Rodrigo (que nasceu no Chile), Boni parte para a Argélia (onde nasce mais um filho – Luciano) e posteriormente para Paris, onde é escolhido presidente do Comitê Brasileiro da Luta pela Anistia.
Volta ao Brasil, nove anos depois de ter sido banido, com outra dimensão do mundo. Em teu nome… fala sobre o aprendizado, a transformação pela qual as pessoas e o país passaram nos anos de exceção no Brasil.
Uma das cenas mais parodiadas da web está sendo calada. A famosa bronca de Adolf Hitler em alguns de seus principais ministros encenadas para o filme A queda – as últimas horas de Hitler estão sendo removidas do You Tube a pedido da produtora Constantin Film.
Ao buscar pelo video um aviso indica que a obra é de propriedade da Constantin, que solicitou a remoção baseada em leis de direito autoral. Segundo o G1 o diretor do filme, Oliver Hirschbiegel, em entrevista a New York Magazine, teria se divertido com as paródias e sentiu-se homenageado.