Violência

Greve da polícia baiana ajuda bandidos

Posted by Thales Barreto on fevereiro 04, 2012
Brasil, Notícia, Opinião, Política, Sociedade, Violência / No Comments

A polícia militar baiana está em greve desde a noite da última terça-feira quando uma assembleia aprovou a paralisação. Os policiais pedem o cumprimento do pagamento da Gratificação por Atividade de Polícia (GAP) IV e V, além de regulamentação do pagamento de auxílio acidente, periculosidade e insalubridade.

O sargento Fabio Britto, diretor jurídico da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), declarou ao G1 que os policiais exigem o cumprimento das leis 12.505 e da 12.191, sancionadas por Dilma e Lula. Essas leis tratam da anistia dos policiais punidos que lutaram por melhorias salariais entre 1997 e 2001. De acordo com Britto essas leis não estão sendo respeitadas pelo governo baiano.

Com a greve da polícia os números referentes a criminalidade subiram de maneira assustadora. Em Salvador foram registrados 29 homicídios em 30 horas, sendo 28 deles cometidos na sexta-feira. Entre terça-feira início da greve e este sábado já foram registrada 59 mortes. O governo federal enviou tropas para tentar conter a onda de violência e proteger a população. Alguns espetáculos culturais foram cancelados, o show do cantor Criolo foi confirmado para a Concha Acústica.

Coincidência ou não os policiais militares entraram em greve logo após uma cozinheira ficar cega depois de ser agredida por um PM durante um show do Olodum. O caso foi comentado aqui no blog e os agressores já foram identificados.

A reivindicação por melhores salários é justa. O momento é oportuno, já que o carnaval de Salvador é mundialmente conhecido e, pelo que se sabe, seguro. O problema é que a sociedade está a mercê de bandidos que já fizeram duas dezenas de vítimas em menos de 24 horas. Os relatos de violência assustam.

O estado tenta reestabelecer a ordem com o uso equivocado do exército, enquanto os policiais correm o risco de perder apoio popular na briga por uma causa justa, pois deixaram aqueles que pagam seus salários sem proteção. O caso é delicado, mas precisa ser solucionado rápido e com bom senso. Até esse momento grevistas e bandidos estão jogando no mesmo time.

Thales Barreto

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Briga em estádio no Egito mata quase 75 pessoas

Posted by Thales Barreto on fevereiro 02, 2012
Crise no Egito, Esporte, Futebol, Notícia, Opinião, Violência / No Comments

Quase setenta e cinco pessoas morreram nesta quarta-feira durante partida do campeonato egípcio disputada entre Al Masry e o Al Ahly na cidade de Port Said, noroeste do Egito. A violência começou logo após o termino da partida vencida pelo time da casa, de virada, por 3 a 1. Cerca de mil pessoas ficaram feridas na pancadaria, cento e cinquenta em estado grave.

Tragédias no futebol:

1964 – Peru x Argentina Lima (Peru) – Torneio Pré-Olímpico – 381 mortos e mais de 500 feridos
2001 – Hearts of Oak x Kumasi Ashanti – Kotoko Accra (Gana) – Campeonato Ganês – 126 mortos e 90 feridos
1989 – Nottingham Forest x Liverpool – Sheffield (Inglaterra) – Copa da Inglaterra – 96 mortos e mais de 200 feridos
1988 – Muktijodha x Janakpur – Katmandu (Nepal) – Amistoso – 93 mortos e mais de 100 feridos
1996 – Guatemala x Costa Rica – Cidade da Guatemala (Guatemala) – Eliminatórias da Copa do Mundo – 84 mortos e mais de 150 feridos

Com essa catástrofe a federação Egípcia já suspendeu, por tempo indeterminado, o campeonato local. Relatos dos jogadores do Al Ahly, que foram atacados, dão conta de torcedores do clube morrendo dentro do vestiário, algo terrível de ser compreendido e aceito em qualquer sociedade.

O que aconteceu hoje muito pouco tem a ver com a partida em si, mais é reflexo do momento que o país está passando. Declarações divulgadas por vários meios de comunicação dão conta de que o Egito está sem uma estrutura de segurança pública. Casos de desrespeito as leis são comuns após a queda do ditador Hosni Mubarak.

Thales Barreto

Foto: Reprodução/ You Tube

Segurança pública e a distorção dos fatos

Posted by Thales Barreto on janeiro 31, 2012
Brasil, Opinião, Política, Sociedade, Violência / No Comments

Distorcer os fatos é uma prática corriqueira na redação de uma revista que publica um extrato supondo que ele seja verdadeiro e que ele seja de determinada pessoa. O problema é que nem todos são retardados no país do Michel Teló.

Reinaldo Azevedo confunde, em seu blog, uma operação previamente planejada com uma ação diária de controle de multidão. As agressões sofridas por um estudante no Piauí e por uma cozinheira, na Bahia, só mostram o despreparo da nossa polícia ao tentar controlar um grupo de manifestantes ou na hora de fazer a segurança de um evento.

Diferente disso são as políticas de segurança pública. Em São Paulo está ocorrendo a higienização da região central da capital. Estão simplesmente removendo usuários de drogas da região da Luz sem ter um lugar definido para o tratamento dos mesmos. Vale lembrar que dependência química é doença e deve ser tratada como tal, não exclusivamente com polícia.

Agressores já foram identificados

O caso do Pinheirinho reforça a truculência da PM paulista. Vale lembrar que um em cada cinco assassinatos é cometido por um policial paulista. [Recomenda-se a leitura do livro Rota 66 - A história da polícia que mata do jornalista Caco Barcellos]. Ah! Sobre o Pinheirinho só me resta uma dúvida, por que a PM não deixou a imprensa entrar, se estava agindo dentro das leis?

As diferenças no combate às drogas

Independente de quem governa o estado é necessário uma investigação para punir os responsáveis pelos abusos. E volto a argumentar que nossa polícia precisa ser mais bem preparada de maneira geral, incluindo psicologicamente. Não é partidarizando o problema que vamos conseguir melhorar nossa segurança pública.

Thales Barreto

Foto: Reprodução/ TV Bahia

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Vereador agride manifestante caído

Posted by Thales Barreto on janeiro 11, 2012
Notícia, Opinião, Política, Porto alegre, Rio Grande do Sul, Violência / No Comments

Matéria do jornal Correio do Povo mostra um manifestante caído sendo chutado pelo vereador Idenir Cecchin (PMDB), que após o chute tenta disfarçar a agressão. As imagens foram captadas pela TV Câmara e a agressão ocorreu durante manifestação contra a eleição de Mauro Zacher (PDT) para presidente da casa em dezembro do ano passado.

Veja o vídeo:

O vereador nega a agressão mas diz que se defendeu do manifestante. As imagens desmente essa versão. Não podemos, em momento nenhum, permitir que um vereador agrida um manifestante caído. É inadmissível que o Sr. Idenir Cecchin tenha tomado essa atitude.

A segurança da Câmara dos Vereadores estava tentando conter o estudante, o pontapé dado por Idenir justifica a ação dos manifestantes. É nas mãos de pessoas como essas que está a capital dos gaúchos. Espero respostas satisfatórias dos demais vereadores. Em outubro tem eleições, Sr. Idenir.

Thales Barreto

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As diferenças no combate às Drogas

Posted by Thales Barreto on janeiro 10, 2012
Brasil, Opinião, Política, Rio de Janeiro, São Paulo, Sociedade, Violência / 1 Comment

Um colunista da revista Veja comparou as ações policiais de combate ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro e em São Paulo [Link]. Embora os objetivos estejam muito próximos, são casos diferentes.

O que a polícia fez no Rio de Janeiro foi uma recuperação de territórios. Nessas ações, atacou exclusivamente traficantes, já que não existia ali a figura do usuário, que consumia o produto longe dos pontos de venda de drogas.

Em São Paulo, a situação é mais grave, pois os usuários estão misturados com os pequenos traficantes. Embora o poder bélico seja extremamente menor, a ação da PM paulista ataca o doente, o que é um erro terrível.

A questão de apoiar ou não a ação em São Paulo passa pela compreensão do que está ocorrendo de fato na Cracolândia. Não é questão política, é questão de inteligência. Não se pode tratar o doente com repressão. Ele precisa de tratamento médico, não de balas de borracha.

Thales Barreto

Foto: Serjão Carvalho/ Flickr

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