Morreu nesta sexta-feira aos 73 anos a cantora de jazz norte americana Etta James. Miss Peaches, como foi apelidada, tinha leucemia terminal e estava internada em um hospital da Califórnia desde o meio de dezembro.
Imortalizada pela interpretação marcante na clássica “At Last” de 1961, James conquistou três Grammys e emplacou outros sucessos como “All I Could Do Was Cry” e “Trust in Me”. Sua trajetória também foi marcada pela luta contra obesidade e seu vício em heroína.
Etta James canta At Last durante o programa Dancing With The Stars em 2009:
O começo da carreira de James é retratado no filme Cadillac Records de 2008, sobre a gravadora Chess Records. Na película a artista é interpretada por Beyoncé.
O FBI, a polícia federal norte americana, fechou hoje de tarde o site de compartilhamento de arquivos MegaUpload. Além de retirar o site do ar alguns de seus funcionários foram detidos, inclusive seu fundador. A página é acusada de lesar proprietários de direitos autorias em mais de US$ 500 milhões ao abrigar filmes e músicas ilegalmente.
A operação ocorre um dia depois da bem sucedida campanha contra dois projetos de lei que correm nos Estados Unidos que podem tornar vários sites ilegais.
O MegaUpload está entre os sites mais acessados do mundo e remove material com direito autoral, tanto quando o Google faz com vídeos no You Tube. A ação pode ser uma demonstração de força da indústria do entretenimento após perceberam o poder da mobilização ocorrida na quarta-feira.
Retaliação
Poucos minutos depois da informação da queda do megaupload o grupo de hackers Anonymous derrubou sites do governo americano e da gravadora universal music, que move uma ação contra o site de compartilhamento de arquivos.
A banda gaúcha Bidê ou Balde foi uma das afetadas pelo desligamento do site americano. A discografia oficial da banda que estava disponível para ser baixado foi removido junto com o site. Em nota no Facebook o grupo anunciou que os links estariam disponíveis em outro site de compartilhamento e acabaram protestando contra a decisão do governo dos Estados Unidos.
Ao invés de tentar se apropriar dos benefícios da rede a indústria tenta lutar contra ela. É necessário compreender os avanços da tecnologia e correr atrás das novidades. Uma alternativa bastante viável são as locadoras online como a Netflix [Filmes] ou as rádios online como a LastFM [Música].
Taio Cruz é um rapper Inglês nascido em 1983 que lançou seu primeiro álbum em 2008. O pai de Taio é nigeriano e sua mãe brasileira. Foi ele que encerrou a primeira noite do Planeta em Santa Catarina.
Confesso nunca ter ouvido falar neste artista, mas tenho certeza que ele não tem mais hits que Ivete Sangalo, Charlie Brown Jr e que Exaltasamba. Não estou falando em qualidade, gênero… estou falando em hits.
O que credencia um artista a fechar uma noite de festival? Ser o sucesso do momento ou ter músicas que farão o público cantar junto?
Cerca de duas semanas atrás Ivete Sangalo tocou antes de Michel Teló em um evento em São Paulo. Será que isso está correto? Quantos grandes sucesso Ivete tem? Será que vale a comparação com o artista do momento?
Precisamos rever nossos conceitos sobre esses eventos. Não é possível que artistas consagrados sejam deixados de lado para que artistas momentâneos encerrem festivais. Não é esse o caminho. O artista que tem mais sucesso encerra o evento, fecha com chave de ouro e com o público lá em cima, acompanhando tudo.
Alguns amigos se posicionaram a favor do cantor hit do momento. Acham melhor serem retratados pela mediocridade de Ai se eu te pego, do que pela mediocridade da Tati Quebra Barraco, por exemplo. O problema é que estamos comparando coisa medíocre com coisa medíocre, o que mostra que não evoluímos em nada.
Eu tenho vergonha de ser representado das duas formas. Nenhuma delas me envergonha menos que a outra. Temos artistas com grande qualidade, produzindo músicas muito boas, porém o que mais faz sucesso lá fora são as nossas bizarrices. Poucos artistas bons conseguem um reconhecimento por lá.
A terra de Tom Jobim, João Gilberto, Seu Jorge, Chico Science, Sepultura, Angra, Chico Buarque… não pode se contentar em ter Michel Teló como o seu principal nome em um momento que estamos produzindo várias coisas interessantes. É desesperador resumirmos nossa cultura ao patético Teló.
O que piora a nossa situação é que o que produzimos com qualidade é abafado por uma onda de agrobrega sem sentido que não dá espaço na mídia para coisas que realmente prestam aparecerem. Os grandes veículos estão promovendo uma música que não agrega em nada. Refrões que zombam da inteligência das pessoas não podem ser “aceitáveis” por que o que estavam vendendo antes era pior. Não podemos permitir que o nível caia tanto.
Na virada do ano o cantor Latino estava gravando o seu DVD na festa que aconteceu na praia de Copacabana no Rio de Janeiro. Faltando quatro músicas para terminar sua apresentação ele foi retirado do palco sem nem mesmo se despedir do público. O motivo é simples, o DJ francês David Guetta não aceitou atrasar sua apresentação por causa do artista brasileiro.
Poucos dias antes da declaração de Lobão o Ultraje a Rigor quase foi retirado do palco para que o cantor Peter Gabriel entrasse no horário acertado. O único detalhe é que uma chuva na cidade do evento atrasou a agenda de shows.
Não quero aqui falar sobre a qualidade do Latino, quero é reforçar o que foi levantado pelo Lobão quando recusou a participação no Lollapalooza. Comentei semana passada sobre a curiosidade dos gringos pela nossa cultura. Acho que deveriamos passar a valorizar nossos artistas. Temos muitos artistas grandes, de qualidade, que estão se submetendo a coisas ridículas.
O fato de Latino, um cantor mais limitado, ter sido retirado do palco por ordem do secretário de turismo do Rio de Janeiro, mostra que o que vem de fora é melhor tratado por aqui. Quando vamos rever esse posicionamento? Quando o artista brasileiro vai ter o valor que merece?