Vi essa semana o filme Viajo porque preciso, volto porque te amo dos diretores Marcelo Gomes (Cinema, Aspirinas e Urubus) e Karim Aïnouz (Madame Satã). A película conta a história do geólogo José Renato que recém-separado é enviado para realizar uma pesquisa de campo em que terá que atravessar todo o sertão nordestino. #
O objetivo é avaliar o possível percurso de um canal que será construído a partir do desvio das águas do único rio caudaloso da região. Para muitos dos habitantes, o canal será uma solução, uma possibilidade de futuro e esperança. Mas para aqueles que moram próximo ao novo canal, ele significa desapropriação, partida, perda. #
Muitos lugares por onde José Renato passa serão submersos; muitas famílias que ele encontra serão removidas. O geólogo começa a se identificar com o vazio, o abandono e o isolamento dos locais por onde passa. #
É um filme de imagens que precisam ser vistas e sentidas. Não é uma historia de amor, mas um belíssimo retrato da solidão, um dos melhores que eu já vi. A narração de Irandhir Santos é perfeita para a união das imagens do sertão nordestino. A trilha sonora, que beira o trash, vai de Peninha (Sonhos) até Paulo Ricardo (Dois) com direito a Morangos do Nordeste. #
Veja o Trailer: #
Não é um filme fácil de se entender. O espectador precisa deixar se levar pela viagem feita pelo personagem, pelos sentimentos que ele passa nas cartas que escreve para a ex-mulher. Existem diversos elementos para serem observados. Quem for ver esta obra com espectativas de ver algo “comercial” vai se decepcionar. ele precisa além de ser visto, ser sentido. #
Fotos: Divulgação #

