O primeiro turno do Brasileirão

No final de semana tivemos o final do primeiro turno do campeonato brasileiro. O Fluminense conseguiu manter a ponta com 38 pontos, seguido de perto pelo Corinthians que tem 37. Santos, Internacional, Botafogo e Cruzeiro completam o G-6 já que o clube paulista e o gaúcho já estão classificados.

Na ponta de baixo Altético-MG, Atlético-GO, Grêmio Prudente e Goiás estão lutando contra o rebaixamento. Grêmio, Vitória e Flamengo lutam para fugir desse grupo. A diferença entre o Goiás, último colocado, e o Flamengo, décimo quarto, é de nove pontos.

Confira a tabela completa

O turno terminou com duas partidas atrasadas. Internacional e Santos, Corinthians e Vasco. A curiosidade é que três dos quatro times com um jogo a menos estão nas quatro primeiras colocações. O Corinthians tem a possibilidade de assumir a ponta já que a diferença entre ele e o Fluminense é de um ponto.

Neste meio de semana temos sete jogos, confira: Goiás e Guarani; Cruzeiro e Internacional; Fluminense e Ceara; Grêmio e Atlético-GO; Atlético-PR e Corinthians; São Paulo e Flamengo; Vitória e Palmeiras.

Thales Barreto


Meu peito...

É em ti que eu penso toda hora.
É teu cheiro que quero encontrar na minha roupa.
É a tua lingua que quero que encoste na minha.
É a tua mão que eu quero apertando a minha.
É a tua vida que quero guiando a minha.
É na tua vida que quero morrer.
É com o teu amor, com as tuas coisas que quero me acabar.
É por você que arrisco tudo.
É por ti que não durmo e é pensando em ti que desligo.
Não sei quando perdi a minha vida, mas sei que foi na tua que me encontrei.
É o teu sorriso que quero no rosto das minhas filhas.
É a tua pele que quero encostando na minha.
É com você que quero a minha vida.

Thales Barreto


Metade morta...

Uma metade morta de alguma coisa que não deixou rastros. Uma parte sem vida, sem sonhos, sem desejos. Um resto, uma migalha, um nada. Algo quebrado que deixou de funcionar. Um passado. Um sonho interrompido. Um lixo.

Alguém que mendigou carinho pra  uma parede. Que abraçou um gato para dormir aquecido. Que apertou um travisseiro esperando um resmungo. Uma metade sem vida. Uma metade em preto e branco, em cinza.

Metade esquecida em retalhos. Na gaveta. Na caixa. Na camisa rubro negra, alvi verde, tricolor. A pétala caída da rosa... O amigo. Metade de um racicínio válido. Pedaço de um delírio apaixonado. Um berro trancado. Um passado. Metade de um sentindo.

Thales Barreto


Novo sinal: Um ano depois

A prefeitura de Porto Alegre lançou ano passado o "novo sinal" ou a "Faixa Segura". Que consiste no pedestre esticar o braço em uma faixa de pedestre sem sinaleira. Ao ver o braço do pedestre estendido o motorista deveria parar para que a travessia fosse feita. Essa atitude tentaria diminuir o alto numero de atropelamentos que ocorre na capital.

Um ano depois a jornalista Juliana Bublitz da Zero Hora fez uma reportagem que sentencia o fim do "novo sinal". Já na manchete a matéria anuncia: "Gesto para atravessar faixas de segurança caminha para o desuso". Paulo Muzell escreve no RS Urgente: "Faixa segura: o fracasso de uma campanha". O Correio do povo anuncia: "Atropelamentos aumentam às vésperas da campanha do novo sinal completar um ano".

Essas matérias confirmam o que disse aqui no dia 11 de setembro do ano passado. "...a campanha da prefeitura não passa de um evento publicitário, dinheiro público mau gasto." Na época pedia que o dinheiro gasto com a publicidade para a divulgação da campanha fosse aplicado em educação e fiscalização. Já que quem legisla sobre trânsito é a união e ela mesma já puni quem não para na faixa de segurança que não possui semáforo.

É uma pena a imprensa ter ido no embalo das publicidades e ter prestado um deserviço para a comunidade. Embora a causa fosse boa - previnir mortes por atropelamento, a maneira como a operação foi executada não merece destaque, merece fiscalização da imprensa.

Thales Barreto

Leia também: “Novo sinal de trânsito” – Ilegal e Perigoso


Viajo porque preciso, volto porque te amo

Vi essa semana o filme Viajo porque preciso, volto porque te amo dos diretores Marcelo Gomes (Cinema, Aspirinas e Urubus) e Karim Aïnouz (Madame Satã). A película conta a história do geólogo José Renato que recém-separado é enviado para realizar uma pesquisa de campo em que terá que atravessar todo o sertão nordestino.

O objetivo é avaliar o possível percurso de um canal que será construído a partir do desvio das águas do único rio caudaloso da região. Para muitos dos habitantes, o canal será uma solução, uma possibilidade de futuro e esperança. Mas para aqueles que moram próximo ao novo canal, ele significa desapropriação, partida, perda.

Muitos lugares por onde José Renato passa serão submersos; muitas famílias que ele encontra serão removidas. O geólogo começa a se identificar com o vazio, o abandono e o isolamento dos locais por onde passa.

É um filme de imagens que precisam ser vistas e sentidas. Não é uma historia de amor, mas um belíssimo retrato da solidão, um dos melhores que eu já vi. A narração de Irandhir Santos é perfeita para a união das imagens do sertão nordestino. A trilha sonora, que beira o trash, vai de Peninha (Sonhos) até Paulo Ricardo (Dois) com direito a Morangos do Nordeste.

Veja o Trailer:

Não é um filme fácil de se entender. O espectador precisa deixar se levar pela viagem feita pelo personagem, pelos sentimentos que ele passa nas cartas que escreve para a ex-mulher. Existem diversos elementos para serem observados. Quem for ver esta obra com espectativas de ver algo "comercial" vai se decepcionar. ele precisa além de ser visto, ser sentido.

Thales Barreto

Fotos: Divulgação

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